Diretor de produções como o aclamado Grave of the Fireflies e co-fundador do Studio Ghibli, Isao Takahata faleceu ontem, 5 de abril, aos 82 anos, em Tóquio. A causa de sua morte não foi esclarecida, mas segundo informações da imprensa local, o cineasta já tinha sua saúde fragilizada por problemas de coração desde 2017.
O diretor foi responsável pela criação do Studio Ghibli ao lado de Hayao Miyazaki, Toshio Suzuki e Yasuyoshi Tokuma, e deixa um legado de filmes que já marcaram gerações e seguem conquistando novos fãs.
O brilhante Takahata
A entrada nos estúdios Toei Animation marcou o início de sua carreira, em 1959. Lá, viria a conhecer Hayao Miyazaki. Em 1968, dirigiu sua primeira animação, Hórus: O príncipe do Sol. Alguns ano depois, as séries Heidi (1974) e Marco (1976) proporcionaram grande reconhecimento ao cineasta.
Em 1985, co-fundava o Studio Ghibli, responsável por aclamadas produções como Meu Amigo Totoro, Ponyo, A Viagem de Chihiro e O Conto da Princesa Kaguya. Este último, baseado em um conto popular do século X considerado um dos textos fundadores da literatura nipônica, lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Animação.
Considerado um inovador estudioso das raízes da animação japonesa e um dos maiores diretores de animação, Takahata foi muito reconhecido pela obra semibiográfica Grave of Fireflies (Túmulo dos Vagalumes). Lançado em 1988, o filme mostrou o terrível período do Japão depois da Segunda Guerra Mundial. Muito elogiado pela crítica, a obra é vista até hoje como um dos mais emocionantes filmes de guerra.
O último filme que produziu foi A Tartaruga Vermelha. Dirigido por Michaël Dudok de Wit, a animação nos apresenta as emocionantes experiências de um homem que naufragou em uma ilha deserta e sua interação com uma tartaruga gigante, tudo sem apoiar-se em diálogos.
